segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Formigas.....um povo nómada

Já morei numa vivenda com quintal e era comum entrarem as amigas para dentro de casa. Já morei num apartamento que de vez em quando recebia a visita do insecto que mais me aterroriza e paralisa, a baratita. Mas agora que habito num belo 1º andar, vive dentro de minha casa uma comunidade nómada de formiguitas de 0,5 cm, organizada, limpinha, e um exemplo a seguir pelo padrão de tão exemplar comportamento! As minhas amigas começaram a ser objecto da minha particular atenção devido ao seu tão próprio estilo de vida! Ora vejamos, andam sempre em fila, e curiosamente, alteram constantemente, mas, em seu total conjunto populacional, de local! A primeira vez que dei por elas, deslocavam-se a grande velocidade na junta da banheira com os mosaicos do chão. Fiquei irritada pela sua presença e resolvi por termo à sua comunidade procurando por onde entravam e tapando o buraquito com silicone. Apareceram no corredor junto à casa de banho! De novo encontrei outra porta de sua medida e fiz uso do produto de bricolage. Apareceram no quarto da filha que é junto à casa de banho! Comecei a questionar por que raio andaria eu a perder tempo armada em exterminadora de bichinho tão inofensivo, persistente e organizado? Então resolvi deixar em paz e sossego as amigas Tuaregues de minha casa que em vez de vestirem panos azuis indigo, andam despiditas mas sempre em plena forma de organização. Depois, passaram para a cozinha que se situa no outro extremo da casa, mas somente no chão e jamais atacaram qualquer tipo de alimento. Seguiu-se a sala ao lado, e agora voltaram para a casa de banho, mas desta vez, na junta da banheira com as portas de correr da mesma. Pergunto eu: Não é de louvar tal estratégia de sobrevivência, organização, comunhão, e partilha de espaço? Julgo que sim. Não sei se por mero acaso pisei alguma vez pisei o líder, e se foram a votos para a sua reposição. Mas ao observar bem as coisas, são povo de paz e certamente sem guerras ou desentendimentos absurdos cheios de mentiras e enganos, resolveram a situação! Por isso, fico feliz com o alargamento da família a tão grande número e um BEM HAJA às minhas amiguitas!

domingo, 31 de janeiro de 2010

O enterro da cabeça debaixo da areia ou da terra..como queiram!

Por vezes colocamos dentro de um cofre, que vou chamar de neuro-cofre, por estar situado dentro do subcraneo, tudo o que queremos evitar sentir! Temos a manifesta pretensa em nem nos se quer lembrar do que nos perturba e dá cabo do raio da seratonina em equilíbrio. Escondemos de nós mesmos o que nos possa provocar desequilíbrio e instabilidades de caractér psíquico e nervoso, de modo a continuar a viver sem merdas a incomodar, coisas que ficaram por resolver e que deixaram marcas. Para que elas existam é porque ainda estão vivas. Continuamos a vidinha, - Eu? Tás parva já nem sei quem é? Bolas essa merda já era! A validade chegou ao fim, Deus me livre! No fundo não passa somente de um reflexo de defesa de nós próprios contra nós mesmos. Só que por vezes os neuro-cofres abrem quando menos se espera. Vou dar aqui um exemplo: Quando alguém que nós é muito próximo morre, o cheiro dessa pessoa fica para sempre guardado na nossa memória olfactiva e por vezes de repente conseguimos sem saber porquê, sentir esse mesmo cheiro. Nestes pequenos neuro-cofres subcraneanos, existem as memórias que nos elevam o nível de seratonina de forma a deixarmos-nos alegres, noutros coisas que o fazem baixar, mas que aceitamos de forma natural e depois existe o piore destes neuro-cofres, aquele em que estão guardados sentimentos, sensações, pensamentos, ilusões, que tivemos obrigatoriamente de esconder, por razão ou por outra. Ficaram sem solução, apenas em estado de latência obrigatória. Tal como os outros, por vezes abrem-se sem conseguirmos controlar o fecho, mas não só desequilibram a seratonina, como nos invadem avassaladora mente, sem dó, nem piedade. Tomam conta da razão, do sentir, do coração, de todas as nossas extremidades nervosas. Será que está aqui a chave de nunca deixar nada por resolver, para pudermos sempre caminhar em frente? Provávelmente. Não há, nem culpado, só o sentir, o existir e o ser. Mas a realidade é que o mais escondido é o mais sentido, quando sai. Quem se relaciona connosco quando nos entramos neste estado de ser, por vezes acusa, julga e culpa. Mas nada sabe do que é sentir uma paragem, um retrocesso. Cura não tem, só se faz um apelo à sensibilidade dos demais pela fragilidade presente. Cura tinha se pudéssemos resolver este neuro cofre e dividir o conteúdo por os dois, que simplesmente sobem ou descem a seratonina, os que contêm tudo resolvido. Quando este, cofre, abre a linha do equilíbrio físico mental, desce a pique e para voltar ao sítio, normalmente, mais questões ficam enterradas dentro nós. Se fosse autorizada a teoria psicadélica com LSD para estas terapias, tínhamos aqui uma candidata.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Arte

A arte é exprimir a alma. O artista é aquele que consegue transmitir o que sente, o movimento é a identidade de expressões equiparadas sem receios, o artista concentra numa só forma, toda a sua alma e transmite à vista de quem dela se equipara. a função consegue ajudar a quem não consegue transmitir a sua própria essência. Agradando sem intenção, por inconsciência de parecenças, o artista consegue que a sua identidade seja identificada por quem dela se iguala. Difícil a arte de ser artista ou simplemente sem ousar pensar porquê sê-lo. Ainda bem que existe quem nos consegue pôr em tela, barro, escrita, papel, imagens....para melhor nos conseguirmos perceber a perseverança e atitude inerente de quem assim é. Louvávelmente, o auxílio de quem dela padece. Sem Arte não havia nós e sem nós não havia Arte. Tive o previlégio de nascer de um pai artista, a quem hei-de respeitar por me ter dado a honra de melhor perceber a alma de quem nos rodeia. As noites de insónia, transformadas por martelos em trabalhos manuais de pensamentos feitos vísiveis, ensinaram-me a conseguir pôr à mostra parte a minha alma e ajudaram-me a ter consciência de ser. Com muitos medos, fragilidades, receios e reservas, como toda a gente, aprendi que nem tudo o que penso é exatidão, nem tão pouco certeza, mas a alma do artista, há-de sempre continuar viva dentro de mim! Amo-te e hei-de sempre te Amar, PAI- Ramires Ascensão da Silva Paixão

Pensamentos antigos ainda em papel

O conceito de global, não tem necessáriamente de abregar uma imensidão zeros e formar um número para o qual nem sabemos o nome. Em meia centena ou menos, consegue-se atingir uma globalidade tão enriquecedora em que nos engrandece a alma. Todos temos a pretenção de abraçar o MUNDO, mas as nossas raízes tribais fazem com que sejamos mais felizes em poucos kilómetros, ou mesmo metros quadrados!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Balanço Feito!

Afinal o balanço anual, tornou-se sem qualquer explicação num balanço de 39 anos. Para a semana entro nos enta! Retratarmo-nos publicamente e expor as fragilidades do nosso ser, é um exercício que doí, custa, mas para mim é a melhor maneira de agradecer POR TUDO e A TODOS de quem gosto. Vamos ao Tac, sempre fui rebelde, intelegente, aprendi a fazer quase de tudo, tanto serro um móvel, como faço tricot, cozinho, pinto a casa, monto as camas e os móveis de uma casa inteira, faço uma instalação eléctrica, de seguido costuro na máquina antiga, herança da minha avó, conduzo, sei fazer captação de imagens com uma camara pró, sei fotografar, entendo mais do que o dito mero utilizador, de computadores, sei reciclar móveis, percebo de mecanica automóvel q.b., sei desenhar plantas de arquitectura, sei falar com correcção, sei escrever alguma coisa de jeito, sou mulher e mãe! Tanta e tanta coisa e nunca tinha descoberto que por causa deste meu lado tão multifacetado, ergui contra mim um modo de deixar de ouvir as chamadas à razão, uma maneira de indepencia excessiva, em que eu sou o centro de tudo isto e raramente preciso de ouvir os outros! Agora que descobri que ficou sempre posto de lado o saber ouvir, o aceitar, que a minha impulsividade em dose mortal, tem de ser refreada! Acalmei, o meu sistema nervoso sofreu uma mutação repentina e tornou-se de repente adulto! Nunca me nasceram os dentes do ciso! Finalmente consigo ponderar, antes de agir ou dizer, consigo OUVIR e acatar. A minha adoloscencia de pura loucura também ajudou a não chegar a adulta, mas teve bastantes consequencias que ficaram sempre em estado de latencia! A coicidencia de estar em contacto com alguém que entra de maca e luta para sair a andar, ou que entra de maca e sai de saco, as fragilidades das tias, avós, primos, dos que estão à espera de deixarem o estado de doente, a impotencia por vezes em salvar, ajudou concerteza que ali não era o berbequim o mais adequado. mas o dar atenção, o ouvir, o aprender. Também durante este processo esteve sempre presente a maldicencia, a hipocrisia, ou seja o lado em que nos temos de defender, mas em vez de entrar em lutas, passar calmamente ao lado! Agradeço aqui a alguém que é muito especial, o ter tirado o PORQUE constante utilizado por mim em quase todas as frases! Agora que sou adulta e cresci é que tomei a plena coisciencia de como a impulsividade pode ser a morte do artista, Agradeço aqui públicamente a todos os que amo, aturaram e aturam, aos que morro de saudades, e com quem tive um comportamento de criança mesmo. A minha partilha de sentimentos dolorosos com voces é uma forma de expor as minhas fragilidades e um grande pedido de desculpa. OBRIGADA

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Balanço Anual

Peço desculpa mas estou a fazer o obrigatório balanço anual e respectivo inventário. Pelo facto encontro-me fechada e reabro muito em breve.

Cumprimenta
Elsa Paixão

sábado, 5 de dezembro de 2009

Natal dos pequeninos...

Enquadrando na presente quadra, e sendo mãe e receptora de variadíssimos folhetos, quase com tantas páginas quanto a bíblia, de publicidade a brinquedos de todas as marcas e grandes hipermercados, verifico que existem as coisas mais absurdas, mesmo talvez aberrantes, no que toca a ofertar aos mais pequenos! Bébés recém-nascidos com scotters, carros de piquenique( supostamente ou ainda mamam ou bebem biberão), que falam e dizem que estão doentes,cães e cavalos que vão ao cabeleireiro,bonecas de tenra idade com estojos completos de maquiagem, cães em imagens quase ditas holográficas, enfim uma série de coisas que supostamente são completamente hilárias! Eu sei que a imaginação não tem limites e que na minha infância de desenhos animados do Canal 2 da RTP, o gato e o piu-piu, andavam sempre em confronto e eram espalmados ficando em espessura de 1 mm e voltavam à forma inicial! Os gatos vadios tinham uma banda e o pato Donald era o gajo da Margarida. O Mickey sacava a Minnie e o Pateta era um completo desastrado. Okay, tudo bem. Mas não é suposto os brinquedos fazerem um papel activo na construção da personalidade? Será que o meu primeiro neto com 3 meses vai andar pela minha casa montado numa scooter? E em vez de o meu filho mais velho oferecer um cachorro que faz chichi pela casa toda aos filhos, dá uma imagem virtual? E eu como avó, irei para as compras e deixo um boneco qualquer sentado no sofá a tomar conta dos meus netos? Bem, de tudo isto, o que ainda se salva, é que ainda existe a Nancy, os Playmobil, o adorado Lego, e jogos do Discovery Chanel, as Bikes, o Meccano e os estojos de química que sempre me ficaram atravessados por nunca ter recebido nenhum! E o Teddy, o urso que sempre irá fazer parte de qualquer infância. Os tempos são outros, mas as pessoas necessitam sempre das mesmas bases de valores....