quarta-feira, 16 de junho de 2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Deixem........

Deixem as sementes irem para onde o vento as levar, o vento voar, a mulher parir, criar...Deixem os filhos crescer, a liberdade existir, deixem chorar, rir e gritar...Deixem partir, chegar e voltar...Deixem falar, refilar, e desconversar...Deixem casar, separar e continuar....Deixem amar, odiar, apaixonar....Deixem dar quecas, lambuzar, beijar, fazer uso do corpo como prato para comer, e saborear....Deixam sentir, provocar, tocar, arrepiar.....Deixem de medos, receios, tretas.....Deixem natural e simplesmente, a VIDA vos levar para onde ela desejar!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Por favor quero o LIVRO DE RECLAMAÇÔES....outra vez

Ontem tive de ir fazer uma visitinha à casa com mais divisões do nosso País, T100000, ou seja o Hospital de que sou utente, O grande Sta. Maria, obra gigante do Estado Novo. O que me levou à urgência, triagem e triados são as constantes dores de costas, origem de um mau posiocionamento devido à envergadura de um doente meu à uns meses atrás. Como custa dinheiro ao nosso querido Estado fora de sítio, nunca me fizeram nem um TAC (Tomografia Axial Computorizada, nem uma Ressonância Magnética. Sou o belo do RX no dia acidente de trabalho e a injecção de dicolfenac (vulgo Voltaren). Ok. A dor é que se mantém! Adiante, o mais grave que todas as minhas dores é a sala de espera da maior unidade Hospitalar do País! É desumano a falta de atenção dada aos doentes idosos, sozinhos, e a padecer de dor que estão cerca de 6 horas sem comer e sem a mínima atenção de alguém. O belo do sistema de triagem de Manchester, implementado nos hospitais com as belas das cores atribuídas segundo critérios de escala de dor, febre, tensão e pouco mais! Parte-se um braço e avaliam-nos a temperatura! O problema é que todo o tempo de espera depende de Manchester e não de Portugal? É ali que somos etiquetados e começa o padecimento da espera! Mais uma vez tive uma revolução da alma e reclamei com os responsáveis da unidade hospitalar! E mais uma vez vez escrevi no Livro de Reclamações da maior casa do País! Dentro de dias recebo uma cartinha, já estou habituada, a aceitar a reclamação. Podem pensar que nada faz, mas se todos os utentes escrevessem reclamações, o ministério da saúde vai averiguar o que funciona mal naquele serviço!

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Dos fracos não reza a história"

Ironia de frase! Pois os ditos fracos, que todos dias lutam para acordar no dia seguinte, que brigam com as entranhas para não padecerem, os que sabem que têm de viver um dia de cada vez, que têm HIV, que são toxicodependentes, alcoólicos, sem abrigo, que pensam como vão comer qualquer carcaçita perdida, É que são os VERDADEIROS FORTES e que nenhuma história deixam para ser rezada! A ESSES ninguém dá louvações, homenagens e aplausos, por se conseguirem manter vivos. ESSES são os fortes do nosso pequeno País! Mas não, a história que é escrita nos manuais escolares (salvo excepções), está a ser escrita por FRACOS que se vendem e se mascaram por detrás de falsos sorrisos e melosas palavras a transbordar da mais pura hipócrisia! Vivem a mentir.....Tenho como fantasia que de repente aparece um Robin dos Bosques, de calças e t-shirt com um misto de "Braveheart" em roupa fashion comprada por 5 euros nas lojas de 2ª mão. Porque aceitamos toda a merda que nos é imposta em forma de rebanho, com palas nos olhos e no cérebro, sem reacção? Será que estes gases emanados do solo, a poluição que comemos, e os eixos em desvio da terra, contêm partículas que hipóteticamente nos hipnotizam? A Ditadura está completamente fora de moda e nem se quer faz pandan com hemicircúlo da nossa Assembleia Motel, se dorme um cadito antes de ir para a empresa em desempenhamos funções importantissímas no sector executivo para dar umas ajudas aos outros hóspedes temporários das sestas na A.R. Somos comandados por uns "Donitos de Portugal". Em breve a revolta do zé povinho vai voltar a acontecer, mas não se podem esquecer que a Sr. Florista já fechou a venda ou faliu! Por isso vai ser mais a doer! E o Interior do Pequeno País? Já pensaram que no meio do deserto se pode encontrar um verdadeiro Oásis? Enfim, estou em pleno com ideias de reforma agrária. Acontece...Chego mais uma vez à conclusão que tenho de manter o meu estado de apartidária, pois o Partido a que pertenço NÃO existe! Não passa de mais uma pura das minhas imaginações de "louca", que não encarrilha em rebanhos e há -de partir a contestar e de quem não reza a história.
P.S: Dedico este post ao meu falecido Pai, que faria 73 anos e que cresceu profissionalmente até nunca ter "falta de notas" e muitos ajudou em segredo e sem pedir nada em troca, factos que descobri após a sua viagem! Para mim, Do meu Pai reza a história!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Espelho meu, espelho meu....

Todos nós nos vemos ao espelho, excepto os invisuais, que utilizam o tacto. Mas nunca conseguimos ver na realidade fisicamente como somos! Todas as fábricas dos ditos, fabricam-os de forma diferente. Todos os espelhos reflectem a nossa imagem de maneira diferente. Uns engordam, outros esticam, outros encolhem...Mas aqui o busílis da minha explanação, nem se quer passa pelo lado físico da questão! Pois, o que pretendo aqui expor, é a dificuldade que cada um de nós, tem em olharmos para dentro e tecer todas as críticas que temos de nós próprios. A proporção matemática de nos criticarem, é exactamente igual a que temos para nós próprios nos criticar. A crítica é uma área delicada de todo um sistema. Não quer dizer que a autocrítica, faça com que consigamos deixar de errar mil e uma vez pela mesma coisa. Mas pelo menos temos o sentimento de que é critícavel e por isso já podemos estar a fazer conta em a receber. É intrínseco. Mas auxilia na praticidade diária de nos aprumarmos em muitas questões básicas. Muitas vezes, acabamos por espelhar no vizinho a crítica que deveríamos dirigir a nós mesmos. Mas é mais fácil criticar o outro do lado. A crítica é válida e faz parte integrante da nossa vida, por isso seja ela, autocrítica ou crítica alheia, tanto faz! A crítica existe para se fazer uso dela!

sábado, 17 de abril de 2010

Sobreviver

Consta e diz-se por aí que de vez em quando, não sei porquê, somos postos à prova! Neste momento exacto meteram-me dentro de um labirinto cheio de testes, jogos e querem ver como dele saio. Entrei e sei que o primeiro passo é captar todas as energias positivas para dentro de mim, para provocar um escudo à minha volta em que nada de mal me toque. O caminho da saída, ainda não o sei, mas sei que nasci como guerreira e cheia de força para derrubar os obstáculos que vão pondo à frente! Lutadora serei sempre nesta minha existência e temos pena, mas por mais que me cerquem e tentem mandar ao chão, irei sempre levantar-me e erguer a cabeça como se fosse dona do mundo! Desta vez o cerco é mais apertado, mas existe sempre maneira de encontrar saída! Não é presunção, é só uma questão de ser uma sobrevivente! Dentro do labirinto existem mil e uma armadilhas, mas quem entrou para o construir, também teve de conseguir sair. Parar, pensar e tomar a decisão do caminho a percorrer, é um exercício mental em que se deve ter muita perícia, mas também aliar à inteligência sempre e sempre a intuição, senão de nada serve! Tal como o mal, anda ao lado do bem, a lógica anda sempre junto da metafísica. Ao ir percorrer este atroz labirinto, tenho a certeza absoluta que todos os obstáculos vão cair. A SAÍDA está mesmo ali à minha frente e depois uma janela aberta para o mundo com um BRILHO e CALOR, à minha espera, para continuar a lutar para melhorar a minha sobrevivência! CAIR, JAMAIS! Citando D. Amélia Rey Colaço: "As árvores morrem de pé"! E as minhas raízes são mesmo muito profundas!